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Política

‘Estou sendo punido por ser homossexual’, diz Jean Wyllys em bate-boca com relator

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BRASÍLIA – Relator e representado no Conselho de Ética, os deputados Ricardo Izar (PP-SP) e Jean Wyllys (PSOL-RJ) protagonizaram um bate-boca no início da noite desta quarta-feira no plenário da Câmara. Acusado de quebra de decoro parlamentar por ter cuspido em Jair Bolsonaro (PSC-RJ), após ter sido provocado, na sessão de impeachment de Dilma Rousseff, Wyllys é alvo de um parecer de Izar que pede a suspensão de seu mandato por quatro meses por conta do episódio. Durante a discussão desta quarta, o parlamentar do PSOL disse que está sendo punido por ser homossexual.
– A única vez que um deputado (Carlos Alberto Lereia, do PSDB de Goiás) foi suspenso nesta Casa por 190 dias ocorreu porque ele estava envolvido num pesado esquema de corrupção, de Carlinhos Cachoeira. E Vossa Excelência está pedindo 190 dias para um deputado honesto, honrado, com mandato prestigiado internacionalmente, que nunca feriu decoro, nunca feriu a ética. Eu estou sendo punido pelo que eu sou, porque eu sou homossexual; pelo que eu defendo, pelas minhas maneiras. Essa é a razão – disse Jean Wyllys, durante a discussão. Lereia foi suspenso, na verdade, por três meses, 90 dias.
Tudo começou porque Izar foi se queixar no microfone de uma postagem de Wyllys na rede social, na qual, segundo ele, seu adversário afirmou que o relator está envolvido na Lava-Jato e que é homofóbico.
– Hoje de manhã, acordei e olhei minhas redes sociais. Havia uma enxurrada de xingamentos de homofóbico, de envolvido na Lava-Jato. Tudo isso devido a uma postagem que o representado, o deputado Jean Wyllys, colocou, insinuando meu envolvimento com a Lava-Jato e com a homofobia – disse Izar, que seguiu nas suas críticas e disse que seu nome nunca esteve envolvido na Lava-Jato.

O Globo

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Governo de Andradina antecipa 13º Salário e decreta pontos facultativos do Natal e Ano Novo

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O Governo de Andradina, através do prefeito Jamil Ono (PT), decretou como ponto facultativo para as repartições públicas nas sextas-feiras véspera de Natal e Ano Novo e meio expediente nas segundas-feiras, além da antecipação dos 13º salário dos servidores municipais.
Com a medida foi decretado ponto facultativo nos dias 23 e 30, além de expediente com início às 13h nas segundas-feiras do dia 26 e 02 proporcionando um prolongamento para que o funcionalismo possa comemorar essas datas importantes no calendário mundial. Os serviços fundamentais principalmente na área da Saúde estarão funcionando normalmente.

“São datas especiais para ficar mais tempo com a família e uma maneira de reconhecer o esforço do funcionalismo que passa grande parte de sua vida trabalhando para servir toda uma população”, comenta o prefeito Jamil.

Além de valorizar o servidor municipal, a medida também vai gerar economia aos cofres públicos. De acordo com o secretário de Administração, Hugo Zamboni, de maneira direta o município ainda economiza com horas-extras, energia, combustíveis e demais consumos para manter as repartições públicas abertas.
Outro ponto é que o 13º salário foi antecipado para o dia 17. Segundo o diretor da Divisão de Recursos Humanos, Edson Luiz Benatti, quem recebe seu salário no banco de origem (Itaú), terá seu valor creditado no sábado. Quem tem a portabilidade, devido à espera o expediente útil bancário, terá o valor depositado na segunda-feira.

Secom

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Temer pediu R$ 10 milhões a Odebrecht, diz executivo

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O presidente Michel Temer (PMDB) pediu R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht em 2014, segundo o site BuzzFeed e a Revista Veja. A informação estaria na delação do executivo Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, um dos 77 delatores da empreiteira na Operação Lava Jato.

O Estado confirmou que Temer teve pelo menos um encontro com Odebrecht. Foi durante um jantar entre o então vice-presidente, o empreiteiro e o hoje ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha no Palácio do Jaburu.

A revista informou nesta sexta-feira, 9, que teve acesso à íntegra dos anexos da delação de Melo Filho, que trabalhou por doze anos como diretor de Relações Institucionais da Odebrecht.

Em 82 páginas, o executivo contou como a maior empreiteira do país comprou, com propinas milionárias, integrantes da cúpula dos poderes Executivo e Legislativo.

Segundo o delator, os R$ 10 milhões foram pagos em dinheiro vivo ao braço direito do presidente, o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. O dinheiro também teria sido repassado ao assessor especial do peemedebista, José Yunes, seu amigo há 50 anos.

Segundo a revista, deputados, senadores, ministros, ex-ministros e assessores da ex-presidente Dilma Rousseff também receberam propina. A distribuição de dinheiro ilícito teria alcançado integrantes de quase todos os partidos.

O delator apresentou e-mail, planilhas e extratos telefônicos para provar suas afirmações. Uma das mensagens mostra Marcelo Odebrecht, o dono da empresa, combinando o pagamentos a políticos importantes, identificados por valores e apelidos como “Justiça”, “Boca Mole”, “Caju”, “Índio”, “Caranguejo” e “Botafogo”.

O Jornal Nacional também teve acesso ao relato do ex-diretor da Odebrecht. Em 82 páginas, ele afirmou que ‘seu principal interlocutor’ no Senado era Romero Jucá, hoje líder do Governo no Congresso. Disse que Jucá ‘era o principal responsável pela arrecadação de recursos financeiros dentro do PMDB no Senado e a distribuição para as campanhas eleitorais’.

Ele afirmou que tinha a certeza de que ‘todo o apoio à Odebrecht dado por Jucá teria nos momentos de campanha uma conta a ser paga’.

“As insinuações não deixavam dúvida de que no momento certo eu seria demandado pelo parlamentar. E que a maior parte das demandas ocorria em períodos eleitorais.”

O ex-diretor disse que ‘os apoios aos pleitos da Odebrecht seriam depois equacionados no valor estabelecido para a contribuição a pretexto de campanha eleitoral, fosse oficial ou via caixa 2’.

Ele relatou que solicitava aprovação das contribuições a Jucá e ao empreiteiro Marcelo Odebrecht.

Essas contribuições ‘eram definidas de acordo com a relevância dos assuntos de interesse da empreiteira que tinham sido defendidos por Jucá’.

Declarou que, ao conversar com Jucá, ‘tinha certeza que estava falando também com Renan Calheiros (atual presidente do Senado) e com Eunício Oliveira (senador pelo PMDB)’.

Declarou, ainda, que ao longo dos anos participou de pagamentos a Jucá que ‘hoje superam R$ 22 milhões’.

Teve conhecimento, disse, que ‘esses valores eram centralizados em Jucá’. Depois, o dinheiro era redistribuído ao grupo de Jucá no PMDB.

O ex-diretor apontou algumas medidas defendidas por Jucá no Senado que interessavam à Odebrecht – medidas de regimes tributários, regulação de concorrência, parcelamento de dívidas com o governo e o regime especial para a indústria petroquímica.

Contou como funcionava o repasse ao PMDB na Câmara, ‘liderado por três nomes – o presidente Temer, o ministro Eliseu Padilha e Moreira Franco’.

Segundo ele, ‘as arrecadações financeiras eram feitas principalmente por Eliseu Padilha’. Em menor escala, afirmou, por Moreira Franco.

“Michel Temer atuava de maneira muito mais indireta, não sendo seu papel pedir contribuições financeiras para o partido, embora isso tenha ocorrido de maneira relevante em 2014”, afirmou.

Segundo o delator, ao menos uma vez Temer teria pedido pessoalmente doações, durante um jantar, ‘possivelmente em maio de 2014’.
“Nesse jantar, Michel Temer solicitou direta e pessoalmente a Marcelo Odebrecht apoio financeiro para as campanhas de 2014.”
Sempre segundo o ex-diretor, Odebrecht definiu naquele jantar que seria feito pagamento no valor de US$ 10 milhões. Desse montante, segundo ele, US$ 6 milhões foram destinados à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo e US$ 4 milhões ‘ficaram de ser alocados por Elliseu Padilha’.
Ele disse que ‘parte desse dinheiro foi entregue no escritório de José Yunes (assessor especial da Presidência da República)’.
Ele cita Renan Calheiros, que usava o codinome ‘Justiça’ e teria recebido R$ 500 mil da empreiteira. Citou também Jacques Wagner, Antonio Palocci, Ciro Nogueira, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Maia, Lúcio Vieira Lima, Gim Argello, José Agripino Maia, Marco Maia, Arthur Maia e Kátia Abreu.
Segundo ele, ‘todos esses ajudaram o relacionamento da empresa com o Governo e o Congresso’.

 

COM A PALAVRA, MICHEL TEMER

O presidente Michel Temer divulgou uma nota à imprensa há pouco para rechaçar as supostas informações da delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que teria afirmado que Temer pediu R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht em 2014, conforme divulgado pelo site BuzzFeed e pela revista Veja.

“O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho”, diz a nota. “As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente” completa.

 

COM A PALAVRA, O SENADOR EUNÍCIO OLIVEIRA
“O senador nunca autorizou o uso de seu nome por terceiros e jamais recebeu recursos para a aprovação de projetos ou apresentação de emendas legislativas. A contribuição da Odebrecht, como as demais, fora recebida e contabilizada de acordo com a lei. E as contas aprovadas pela Justiça eleitoral”.

 

Assessoria de Imprensa

COM A PALAVRA, O SENADOR ROMERO JUCÁ
O senador Romero Jucá desconhece a delação do senhor Claudio Melo Filho mas nega que recebesse recursos para o PMDB. O senador está à disposição da justiça para prestar quaisquer esclarecimentos.

 

COM A PALAVRA, MOREIRA FRANCO

“É mentira. Reitero que jamais falei de política ou de recursos para o PMDB com o senhor Claudio Melo Filho.”

 

COM A PALAVRA, ELISEU PADILHA

o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também divulgou uma nota negando as afirmações do executivo. “Não fui candidato em 2014! Nunca tratei de arrecadação para deputados ou para quem quer que seja. A acusação é uma mentira! Tenho certeza que no final isto restará comprovado”, limitou-se a explicar Padilha.

http://politica.estadao.com.br/

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Odebrecht teria pago caixa 2 para campanha de Alckmin, diz Folha

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São Paulo – Em seu acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato, a Odebrecht teria revelado que pagou caixa dois em dinheiro vivo para as campanhas de 2010 e 2014 do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (9), duas pessoas foram citadas como intermediárias dos repasses.

Os delatores da empreiteira teriam confessado o pagamento de R$ 2 milhões ao empresário Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama, Lu Alckmin. A entrega teria sido realizada no próprio escritório de Ribeiro, em São Paulo.

O outro intermediário, de acordo com o jornal, seria o atual secretário de Planejamento do governo paulista, Marcos Monteiro, que teria operado o caixa dois para a campanha de reeleição do tucano em 2014.

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não constam doações diretas da Odebrecht para a conta da candidatura de Alckmin em 2010 e 2014.

Procurada pelo jornal Folha de S. Paulo, a assessoria de Alckmin informou que “é prematura qualquer conclusão com base em informações vazadas de delações não homologadas” e que “apenas os tesoureiros das campanhas, todos oficiais, foram autorizados pelo governador Geraldo Alckmin a arrecadar fundos dentro do que determina a legislação eleitoral”.

http://www.msn.com

 

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STF mantém Renan Calheiros na presidência do Senado

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Por seis votos a três, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira, manter o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado Federal, mas tirá-lo da linha sucessória da Presidência da República.

O capítulo final sobre o destino de Renan começou a ser decidido às 14h11, quando a ministra Cármen Lúcia declarou aberta a sessão plenária do STF. Nos bastidores, armava-se uma guinada para manter o peemedebista na presidência do Senado, mas com a ressalva expressa de que, por ser réu em ação penal, não poderia efetivamente suceder o chefe do Executivo. Na condição de presidente do Senado, o peemedebista Renan Calheiros é hoje o segundo na linha sucessória, atrás do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). O Supremo caminhava para a interpretação de que, em vez de tirar um réu do cargo de presidente do Senado por ter supostamente perdido requisitos necessários para integrar a linha sucessória, tirava-se do cargo uma de suas prerrogativas. “É uma meia sola constitucional, o famoso jeitinho brasileiro”, protestou o ministro Marco Aurélio Mello, que havia concedido uma liminar para apear Calheiros do cargo de presidente do Senado.

Réu por peculato em uma ação motivada a partir de denúncia de VEJA – ele teve despesas particulares pagas pela empreiteira Mendes Jr – Renan Calheiros ganhou sobrevida no Supremo. Decano do STF, Celso de Mello apresentou a proposta que salvaria o senador alagoano por volta das 5 horas da tarde. O político pode se manter na presidência do Senado mesmo sendo réu, situação que não foi aplicada, por exemplo, ao peemedebista Eduardo Cunha à frente da Câmara dos Deputados. A ressalva: se Michel Temer ou Rodrigo Maia não puderem assumir o Palácio do Planalto por qualquer razão, Renan Calheiros também não pode, mas continua como presidente do Senado.

“Os agentes públicos que detêm titularidades funcionais que os habilitam constitucionalmente a substituir o chefe do Poder Executivo da União em caráter eventual não ficarão afastados dos cargos de direção que exercem. Na realidade apenas sofrerão interdição do ofício temporário de presidente da República. Não se justifica o afastamento cautelar do presidente do Senado da posição para a qual foi eleito pelos seus pares”, disse Celso de Mello. Ele havia pedido a palavra imediatamente após o relator, uma sinalização de que, como decano, poderia assumir o eventual desgaste de manter Renan Calheiros na presidência do Senado.

Em seu voto, o magistrado alegou que não há “perigo na demora” de se manter o senador no posto de cúpula porque, em uma eventual ausência do presidente Michel Temer, o presidente da Câmara Rodrigo Maia poderia assumir o cargo normalmente. Foi seguido pelos ministros Teori Zavascki, que havia concedido liminar para afastar do cargo o peemedebista Eduardo Cunha, e por Dias Toffoli, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e a presidente Cármen Lúcia.

“Não há essa previsão constitucional [de retirar da presidência do Senado] porque analogicamente é um procedimento, sujeito ao contraditório para a própria Casa Legislativa, afastar o parlamentar. Diante da inexistência de precisão constitucional de afastamento e, tendo em vista uma agenda política nacional que clama por socorro e deliberação imediata, estamos vivendo quer queira quer não, uma anomalia institucional”, disse Luiz Fux.

Em duro voto, o ministro Marco Aurélio Mello criticou a postura de Renan Calheiros de desafiar o STF e não cumprir de imediato a ordem para deixar a presidência do Senado. “Hoje pensa o leigo que o Senado Federal é o senador Renan Calheiros. Se diz que sem ele, e a essa altura está sendo tomado como um salvador da pátria amada, não teremos a aprovação de medidas emergenciais visando combater o mal maior, a crise econômica e financeira a provocar desalento e ausência de esperança aos jovens que são projetados e colocados nesse mercado desequilibrado de trabalho. Quanto poder”, ironizou o magistrado, que foi acompanhado em seu voto apenas pelos ministros Edson Fachin e Rosa Weber.

Decano Celso de Mello

O ministro Marco Aurelio Mello durante sessão no STF

O ministro Marco Aurelio Mello fala sessão no plenário do STF (Pedro Ladeira/Folhapress)

http://veja.abril.com.br

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Ministro do STF afasta Renan Calheiros da presidência do Senado

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello decidiu afastar nesta segunda-feira (5) o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. A decisão mantém o mandato do senador.

A decisão do ministro Marco Aurélio atende a ação movida pelo partido Rede Sustentabilidade.

O argumento é o de que Renan não poderia permanecer na linha de substituição do presidente da República sendo réu em processo criminal.

“Defiro a liminar pleiteada. Faço-o para afastar não do exercício do mandato de senador, outorgado pelo povo alagoano, mas do cargo de presidente do Senado o senador Renan Calheiros. Com a urgência que o caso requer, deem cumprimento, por mandado, sob as penas da lei, a esta decisão. Publiquem”, diz decisão do ministro.
Na semana passada, o STF decidiu abrir processo e transformar Renan em réu pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público).
A decisão pelo afastamento é liminar, ou seja, foi concedida numa primeira análise do processo pelo ministro mas ainda precisa ser confirmada em julgamento pelos 11 ministros do Supremo. Ainda não há previsão de quando o processo será julgado em definitivo.

O mandato de Renan à frente da presidência terminaria em fevereiro mas, na prática, ele exerceria o comando do Senado apenas até o final deste mês, quando o Congresso deve entrar em recesso.

O afastamento do senador pode causar instabilidade política para a aprovação de projetos importantes para o governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Na terça-feira (13) da próxima semana está na pauta do Senado a votação em segundo turno da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Teto de Gastos Públicos, apresentada como a principal medida do governo Temer para combater a crise na economia.

Com o afastamento de Renan, deve assumir a condução do Senado o 1º vice-presidente, o senador Jorge Viana (PT-AC), de partido de oposição ao governo Temer.

Em nota enviada no início da noite, Renan disse que irá consultar seus advogados sobre que procedimentos seguir. “O senador Renan Calheiros só irá se manifestar após conhecer oficialmente o inteiro teor da liminar concedida monocraticamente por ministro do Supremo Tribunal Federal. O senador consultará seus advogados acerca das medidas adequadas em face da decisão contra o Senado Federal. O senador Renan Calheiros lembra que o Senado nunca foi ouvido na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental e o julgamento não se concluiu”, diz a nota.
Renan foi alvo de protestos no domingo
O presidente do Senado e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foram os principais alvos de críticas nos protestos pelo país neste domingo (4). Ambos afirmaram, em nota, que as manifestações são “legítimas”.

“O presidente do Senado, Renan Calheiros, entende que as manifestações são legítimas e, dentro da ordem, devem ser respeitadas”, diz o texto divulgado pelo senador. O peemedebista disse, ainda, que o Senado está “sensível às demandas sociais”.
Os protestos contra a corrupção e em apoio à Operação Lava Jato foram convocados pela internet, por grupos como Vem Pra Rua e MBL (Movimento Brasil Livre), que encabeçaram as manifestações a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Sem uma pauta única, os organizadores pedem, entre outras medidas, a rejeição às mudanças no pacote de medidas anticorrupção, aprovadas pela Câmara dos Deputados, e o fim do foro privilegiado.

“Fora, Renan! e “Fora, Maia!” foram gritos ouvidos em diferentes cidades do Brasil.

Pacote anticorrupção
O pacote anticorrupção foi apresentado originalmente à Câmara pelo MPF (Ministério Público Federal) como projeto de iniciativa popular, que contou com o apoio de mais de 2 milhões de assinaturas, e chegou batizado de “10 medidas contra a corrupção”.

Na madrugada de quarta-feira (30), o texto-base do projeto de lei recebeu diversas alterações em sessão extraordinária. Dos dez tópicos originais, apenas quatro foram mantidos –outros três pontos foram adicionados pelos deputados.

Após a aprovação do pacote anticorrupção na Câmara, Renan Calheiros colocou em votação no plenário do Senado um requerimento de urgência para a votação do projeto ainda na quarta-feira (30). O requerimento, porém, foi rejeitado por 44 votos a 14.

Na quinta-feira (1º), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu abrir ação penal e transformar em réu o presidente do Senado pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público). É a primeira vez que Renan se torna réu em uma ação penal.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República acusa o senador de ter desviado parte de sua verba parlamentar, à que todo senador tem direito para pagar por atividades do mandato, para pagar a pensão alimentícia de uma filha.

http://noticias.uol.com.br

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Lava Jato ganha prêmio anticorrupção da Transparência Internacional

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Operação é destacada por lidar com “um dos maiores escândalos de corrupção do mundo”. Entidade internacional destaca trabalho de promotores para garantir que “corruptos prestem contas por seus atos”.

A organização Transparência Internacional (TI) concedeu neste sábado (03/12) o Prêmio contra a Corrupção 2016 à força-tarefa da Operação Lava Jato.

“A Operação Lava Jato começou como uma investigação local sobre lavagem de dinheiro e se transformou na maior investigação que expôs casos de corrupção no Brasil até o momento”, disse a entidade, ao anunciar o prêmio durante a Conferência Internacional contra a Corrupção, no Panamá.

“Os promotores estiveram à frente das investigações desde abril de 2014. Lidaram com um dos maiores escândalos de corrupção do mundo, o caso Petrobras, averiguaram, processaram e obtiveram severas penas contra alguns dos membros mais poderosos da elite político-econômica do Brasil”, completou a entidade.

Segundo a presidente do Comitê de Prêmios contra a Corrupção da Transparência Internacional, Mercedes de Freitas, a Lava Jato está fazendo um excelente trabalho para garantir que “os corruptos prestem contas por seus atos”.

O Prêmio contra a Corrupção distingue pessoas e organizações de todo o mundo, assim como jornalistas, promotores, servidores e líderes da sociedade civil que expõem e combatem a corrupção.

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Ao lado de Moro, Renan defende ‘negociação’ em projeto sobre abuso de autoridade

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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), abriu nesta quinta-feira, 1, a sessão de debate sobre o projeto que trata de abuso de autoridade, com a presença do juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato em 1ª instância e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No início do discurso, Renan defendeu o consenso e “as soluções negociadas”. Publicamente favorável ao projeto, ele manteve postura institucional durante a sua fala, como haviam antecipado seus assessores. Ao lado de Moro, Renan fez uma ampla defesa do projeto que trata de abuso de autoridade e defendeu que a proposta é “amena”.

Segundo ele, o projeto não visa punir “autoridades”, mas sim o “abuso”. “Lançar mão do abuso de autoridade para desvendar crimes é psicopatia”, disse. O presidente do Senado defendeu ser “equivocado navegar em águas das teorias conspiratórias” quando se debate o assunto.

Renan afirmou que o projeto está em debate desde 2009 e que a representação da proposta foi feita “às claras, a céu aberto”. “O Congresso não pode ser omisso neste momento histórico”, afirmou. Segundo ele, o Senado está aberto a sugestões, mas tem de se posicionar porque não pode ter “conivência com atentados à liberdade”.

“O consenso supera o confronto, a concórdia prevalece sobre o dissenso. As soluções negociadas para as divergências são sempre possíveis, por mais distantes que possam parecer”, discursou Renan. “Nas mais variadas vertentes da vida, existe espaço para a convergência de opiniões”.

“O diálogo é sempre preferível à hostilidade”, disse Renan, que ainda citou Tancredo Neves para dizer: “Não são os homens que brigam, são as ideias”.

Ele, que é alvo da Lava Jato, também afirmou considerar as investigações “sagradas”, pois a operação “pode contribuir para o fim da impunidade, que é uma grande chaga”.

O debate sobre o projeto ocorre um dia depois de o Senado tentar votar a toque de caixa o pacote anticorrupção aprovado pela Câmara e que desagradou a força-tarefa da Lava Jato.

Também participam do debate o juiz federal Silvio Luis ferreira da Rocha, da Justiça Federal de São Paulo, e o senador Roberto Requiao (PMDB), relator do projeto sobre abuso de autoridade.

Foto: Dida Sampaio/Estadão

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Joaquim Barbosa é disputado por partidos

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O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa tem sido procurado por integrantes de diversos partidos, para discutir a situação política e uma possível candidatura. Ele diz que prefere se manter distante de vínculos à siglas.

De acordo com a coluna de Mônica Bérgamo da Folha de S. Paulo, até um ex-governador do PMDB chegou a mostrar uma ficha de filiação ao ex-presidente do STF. Tucanos e integrantes da Rede, de Marina Silva, também já procuraram Barbosa para conversar.

Ele diz que sempre foi pessoa de “opiniões fortes”, mas ao mesmo tempo avessa a associações ou a “assumir bandeiras, fazer proselitismo”. O magistrado define como “pessoa de centro-esquerda, um social-democrata ao estilo europeu.

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Prefeita de Ribeirão Preto é presa pela PF em ação contra desvio de verba

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A prefeita de Ribeirão Preto (SP), Dárcy Vera (PSD), foi presa na manhã hoje(2) por agentes da Polícia Federal, durante a Operação Mamãe Noel, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP).

Segundo a PF, a ação faz parte da segunda fase da Operação Sevandija, na apuração de fraudes e desvios de dinheiro em contratos de licitações de R$ 203 milhões na Prefeitura de Ribeirão.

Além da prefeita, foram detidos dois ex-advogados do Sindicato dos Servidores Municipais, Sandro Rovani da Silveira Neto e Maria Zuely Alves Librandi. A polícia informou que existem outros mandados de busca e apreensão envolvendo crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção passiva e ativa.

O comunicado esclarece que a operação foi denominada de Mamãe Noel em razão das evidências de que ,no período entre 2013 e 2016, Maria Zuely repassou mais de R$ 5 milhões aos demais denunciados na primeira fase, dinheiro este que teria sido desviado da prefeitura de Ribeirão Preto. por Marli Moreira – foto Folha de SP

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