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Conheça o Slackline, esporte radical que está caindo nas graças dos castilhenses

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Se você costuma frequentar a Praça da Matriz de Castilho nos finais de semana e feriados prolongados, já deve ter visto o pessoal praticando um esporte radical que chama a atenção de qualquer um por exigir força, equilíbrio e muita concentração.

A base do esporte batizado com o nome de slackline, está no equilíbrio do praticante sobre uma fita de nylon estreita e muito flexível, que deve ter suas extremidades fixadas em árvores, pilares ou postes.

A atividade surgiu no final dos anos 70, nos campos de escalada de Yosemite Valley (EUA), e ainda é uma “novidade” por aqui, mas já possui adeptos, como Patrick Roger Coelho, 39, o pioneiro deste esporte no município. Questionado sobre os benefícios desta modalidade aparentemente difícil, ele respondeu: “O slackline ajuda a relaxar e liberar a mente. O esforço para se conseguir o equilíbrio é tão grande que a concentração chega a ser próxima de uma meditação, aliviando a mente das distrações do dia a dia. O corpo também é trabalhado fisicamente, fortalecendo a coluna e os músculos adnominais”.

Patrick conheceu o slackline pela televisão. Decidiu comprar o equipamento após pesquisar sobre ele na internet e conversar com praticantes do esporte para saber o quê comprar. “O investimento inicial começa a partir de R$ 150,00 mais ou menos, mas eu optei por um equipamento melhor e, por isso, paguei um pouco mais que o dobro disso”, explica.

Desde então, Patrick aproveita as horas vagas do dia para praticar tanto este esporte quanto o vôlei, que é outra paixão antiga. Para incentivar outros a se interessar pelo esporte, ele já levou seu equipamento para que os alunos que participam do Programa Escola da Família, na Escola Estadual Armel Miranda, pudessem conhecê-lo, mas teve que interromper esta iniciativa quando teve seu material furtado. “Só dei uma diminuída nos treinos e na participação no Escola da Família porque, infelizmente, roubaram meu equipamento um tempo atrás. Mas esta é uma ótima atividade para treinar equilíbrio, postura e concentração”, afirma.

Os parceiros de Patrick neste esporte são poucos. Um deles chegou a Castilho cerca de três meses atrás e é adepto a uma modalidade conhecida como trickline, focada em saltos e equilíbrio extremo. “É preciso um bom preparo para topar essa modalidade”, afirma o jovem parceiro conhecido pelo apelido de “França”.

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Assim como Patrick, França, que tem 33 anos, se vê envolvido em várias atividades paralelas. Ex-praticante de Kung-Fu, ele também curte pedaladas e música (toca bateria, canta e agora está aprendendo violão). “Comprei a fita três anos atrás, quando ainda morava em Estreito-MA, que fica na divisa com o Tocantins. Não praticava com muita frequência, mas agora tenho treinado

mais constantemente”, afirma o maranhense que chegou em Castilho há três meses e defende o slackline como forma de melhorar o condicionamento físico e a força, principalmente para quem pratica outras atividades esportivas que exigem, por exemplo, o equilíbrio.

E então, gostou da ideia e está pensando em começar com o slackline? Nossa dica é procurar o Patrick e o França na Praça da Matriz no período das tardes de domingo, tirar outras dúvidas e, quem sabe, juntar-se a eles nesta prática radical. A parte boa da coisa é que eles não cobram nada para ensinar o que sabem, pois fazem isso por paixão ao esporte e para aumentar a quantidade de adeptos.

Uma sugestão dada por eles para difundir esta modalidade esportiva no município é que o Departamento de Esportes adquira os equipamentos e monte áreas próprias para a sua prática em diferentes pontos da cidade. “O investimento não é alto e a vantagem é que oferece uma nova oportunidade de esporte para nossos cidadãos. Além dos equipamentos, a Prefeitura só precisaria fixar estacas rígidas em alguns lugares dotados com caixas de areia, como, por exemplo, nos Centros Comunitários dos bairros Laranjeiras e Leão I e no Parquinho próximo ao Armel. Neles já existem as caixas de areia que dão maior segurança na prática do esporte e a Prefeitura não teria dificuldades em conseguir apoio das empresas para trocar a areia destes locais se as mesmas estiverem inadequadas”, sugere Patrick, deixando a dica para os políticos locais.

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