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Universitários emocionam em homenagem e encontram pai de estudante assassinada

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Uma homenagem organizada por alunos da UNESP de Ilha Solteira, em homenagem a estudante Maria Julia Martins Quintino da Silva, de 17 anos, assassinada pelo ex-namorado na tarde desta segunda-feira (9), na viela de 400 do Passeio Batalha, emocionou a cidade.

Vestidos de preto e em silêncio, eles saíram do prédio central da UNESP, onde fizeram um memorial para a estudante na entrada da instituição, onde velas foram acesas e cartazes com mensagens condenando a violência contra a mulher foram pregados, e caminharam até a Delegacia, onde novas homenagens foram feitas. No local, eles foram recebidos pelo pai de Maria Júlia, que emocionado, abraçou e agradeceu diversos universitários.

Na Delegacia, os estudantes também pregaram cartazes e acenderam velas. Foram feitas orações e uma salva de palmas. Os estudantes também gritaram, diversas vezes, as palavras “Maria Júlia Presente”, lembrando as recentes homenagens feitas à vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, também assassinada.

Os estudantes participarão de um novo ato na manhã desta terça-feira (10), no prédio central da UNESP. À tarde, um grupo irá até General Salgado, em ônibus cedido pela direção da universidade, para acompanhar o enterro da universitária.
O crime – A universitária Maria Júlia Quintino da Silva, de 17 anos, ingressante no curso de zootecnia, da UNESP de Ilha Solteira, foi morta à facadas no início da tarde desta segunda-feira. Ela era de General Salgado. A suspeita é de crime passional, praticado por um ex-namorado, que continua sendo procurado pela Polícia.

Segundo apurou o ilhadenoticias, o suspeito esperou a universitária na esquina entre a viela de 400 do Passeio Batalha e o Passeio Colinas, onde a atacou com uma faca. Ele deu vários golpes na estudante, atingindo, principalmente, sua costa e pescoço. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O suspeito, que é de Ilha Solteira e residiria no assentamento Estrela da Ilha, teria tido um relacionamento com a vítima, encerrado há alguns meses. Não há informações sobre a duração.

O acusado também teria deixado um cartão junto ao corpo, mas o conteúdo não foi divulgado pela Polícia.

Ilha de Notícias

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Tags : Destaque