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Artigo: Dia mundial de conscientização do Autismo

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O autismo está caracterizado como um transtorno global do desenvolvimento descrido pelo DSM V o TEA (Transtorno do Espectro Autista). O autismo é classificado pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais-DSM-IV1 como um transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), sendo que, para a Classificação dos transtornos mentais e de comportamento da CID-10 os indivíduos afetados pelo TID apresentam “anormalidades qualitativas nas interações sociais recíprocas e em padrões de comunicação e apresentam um repertório de interesses e atividades restritos, estereotipado e repetitivo”

De acordo com a American Psychiatric Association (2002), Desordens do espectro do autista, incluindo autismo, síndrome de Asperger, e outras desordens do desenvolvimento não especificadas, é um grupo de desordens caracterizadas por problemas nas interações sociais, déficit de comunicação, e restrição e repetição de classes de comportamento. A expressão autismo foi usada em 1911 pela primeira vez, usada por Bleuler que dizia ser a perda do contato com a realidade, acarretando a dificuldade ou incapacidade de comunicação. No ano de 1943 Kanner usou essa expressão para descrever crianças que não conseguiam estabelecer contato afetivo e interpessoal. O autismo é um distúrbio de desenvolvimento complexo, partindo de um ponto de vista comportamental, onde se incluem déficits qualitativos na interação social e comunicação, padrões de comportamento repetitivos e repertório restrito de interesses. O autista se destaca por atrasos na fala, desvios e atrasos no desenvolvimento social, entre outras habilidades não desenvolvidas. O Autismo é apresentado sempre antes do 3º ano de idade da criança, onde a linguagem que era para começar a se desenvolver, não se desenvolve. Crianças com desenvolvimento normal têm interesse em se relacionar com outras crianças, ou até mesmo com adultos que lhes demostrem atenção, desenvolvendo assim habilidades sociais e cognitivas. Já crianças com autismo não se interessam muito pela pessoa, e gasta mais tempo explorando ambientes e coisas inanimadas. Estudos apontam que 20 á 30% dos indivíduos com autismo não falam, eles costumam usar a mão dos pais ou cuidadores para obter aquilo que desejam, e sem fazer contato visual, como se ele estivesse tocando o objeto pela mão e não pela pessoa em si. Crianças com autismo tem um repertorio restrito de atividades e interesses, devido a sua dificuldade em tolerar alterações e variações na rotina. Essas alterações de rotina ou ambiente podem fazer com que o autista se oponha ou se contrarie com ela, e para eles olhar todos os dias o ventilador rodando é superinteressante, por exemplo. Embora todas essas dificuldades sejam características do autismo, nem todos os indivíduos serão afetados de forma igual.

A intervenção para o autismo requer trabalho com equipe multidisciplinar, envolvendo técnicas de mudança de comportamento, técnicas de linguagem e comunicação para a melhora de qualidade de vida dessas pessoas. O TEA é uma condição permanente, não existe ex-autista, os tratamentos apenas auxiliam esse individuo a aprender e a se desenvolver de uma forma melhor. Alguns autistas conseguem levar uma vida relativamente “normal” como ir à escola, aprender atividades diárias, enquanto outros precisarão de apoio ao longo de toda a vida. Tudo depende da forma que o individuo se desenvolve.

Psicóloga Anna Carolina Vieira do Carmo.

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