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CONSCIÊNCIA NEGRA , UM OLHAR PARA CASTILHO

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Consciência Negra, mais do que um feriado, é um resgate histórico, afinal foram 350 anos de escravidão, até hoje muitos nem sabe o que realmente é, ter consciência Negra. Como todos podem ver a lei existe há 06 anos foi oficializada no dia 10/11/2011, em referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares.

Enfim, não seria diferente em Castilho que a lei 017/14 foi oficializada em 18 de julho de 2014, de autoria do nobre vereador Daniel Batista de Oliveira, para comunidade negra castilhense foi uma vitória e um reconhecimento. Mas infelizmente, estamos aquém de uma conscientização dessa população tão importante.

Precisamos entender que o dia da consciência negra não é apenas um feriado, e sim, um momento para que a toda sociedade possa entender a valorização humana, não somente por causa da cor da pele, mas por simples razão que todos somos iguais perante a lei de Deus e do homem.

Castilho é minha cidade, mas não foi fácil conquistar meu espaço, mesmo nascendo e vivendo aqui , o racismo que senti e sinto , é na subjetividade, no olhar, em comportamentos de descréditos nos projetos que muitos realizados por mim, no trato com as palavras, ou mesmo com a postura de negar um lugar conquistado com muita garra. Mas eu venci tudo isso .

Ainda somos a minoria nos espaços públicos, executivo e legislativo, nas escolas pouco se fala sobre a as ações afirmativas para nossas crianças e adolescentes.

Meus sobrinhos sofrem na escola por causa da cor da pele e do cabelo, em nossa família as crianças são preparadas para enfrentar qualquer tipo de situação, nós ensinamos ter a consciência de sermos negros, pois o preconceito é enfrentado em toda parte do mundo.

Portanto, espero por um Castilho melhor, que essa proposta dessa lei possa ir além de um feriado, que não seja apenas mais uma data. Não quero uma data num calendário para ser lembrado todo sofrimento que muitos negros viveram na época da escravidão, mais sim, precisamos celebrar a IGUALDADE, com desenvolvimento e humanização social.

E cabe a cada um de nós, dizer não ao racismo, preconceito e desigualdade social.

De uma vez por todas, precisamos entender que a sociedade brasileira não tem padrão, “somos povos diversos, porém iguais”.

22894493_1920679231330924_2373216637209326230_nRosangela Maria Silva.

Psicopedagoga, Castilhense, negra, mulher, filha e mãe….

“Feliz , por ser negra”

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Tags : Destaque