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Parlamentares brasileiros veem vitória de Trump com cautela e receio

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Senadores brasileiros de orientações políticas diversas veem a vitória do republicano Donald Trump à presidência dos Estados Unidos com receio e cautela. Para o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB–SP), líder do governo Temer no Senado, primeiro é preciso esperar para ver como Trump irá se comportar quando ocupar a Casa Branca.

— É preciso em primeiro lugar a gente ver quem Donald Trump realmente é. Porque durante as eleições ele era um personagem, no sentido de personagem de teatro, de cinema, ele criou um personagem.  E em torno disso foi criando uma imagem que garantiu em grande medida a vitória. Mas será que esse personagem é real? Ele na presidência vai levar adiante as ideias vagas que ele propôs?

Para o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), Trump deve se comportar na presidência como um empresário, achando que não tem que dar satisfações ao Congresso. O senador analisa que a vitória de Trump não é um fato isolado, já que mostra o crescimento do nacionalismo em resposta a globalização pelo mundo.

— Ninguém sabe [como ele irá se comportar] porque ele é imprevisível. Mas o mais provável é que ele comporte no governo como um empresário, achando que vai fazer tudo do que prometeu. Mas o importante é explicar porque aconteceu. Isso não é um fato isolado. Tem a ver com a saída da Reino Unido da União Europeia, com o crescimento da direita nacionalista em muitos países da Europa, como na Hungria. É uma vitória das forças antiglobalizantes de Direita, do nacionalismo norte-americano, de sindicatos contra a imigração. A globalização entrou num processo que não sabe ainda como se humanizar.

Já a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) se disse em choque e lamenta que os Estados Unidos tenham um presidente que passou a campanha fazendo discurso de discriminação e subalternidade da mulher.

— O mundo está vivendo um choque e ainda vamos levar um tempo para absolver isso. Quem perde não é só uma mulher, que ganha é um homem que utilizou um discurso misógino durante toda a campanha, dizendo que o papel da mulher deve ser de subalternidade. Alguém que defende a expansão dos muros, dividindo os EUA de outros países e contra os imigrantes.

Relações com o Brasil

Para Aloysio Nunes Ferreira, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE) o impacto da eleição de Trump pode ser tanto positivo quanto negativo para o Brasil.

— Ele que trazer empregos de volta para os Estados Unidos, tanto pela isolacionismo, com barreiras, o que seria ruim para o Brasil, quanto estimulando o comércio internacional, o que pode ser bom para o Brasil. Por isso precisamos esperar para ver quem ele realmente é.

http://noticias.r7.com

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