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Quem compra celular roubado no Rio recebe um aviso para ir à delegacia

No Rio de Janeiro, quem compra celular roubado está recebendo um aviso para comparecer à delegacia. Quem explica é a repórter Ana Carolina Raimundi.

Pode estar na caixa, em uma etiqueta, na bateria, todo celular tem um IMEI. É só digitar: *#06# e logo aparece o número com a identificação internacional de equipamento móvel.

Operadoras têm um banco de dados compartilhado e sabem exatamente onde está cada aparelho nesse exato momento. A polícia usa esse e outros dados para rastrear celulares roubados. Em uma delegacia do Rio, os delegados pediram à justiça que as operadoras de celular mandassem uma mensagem para os telefones roubados durante o assalto a uma loja na Barra da Tijuca, na Zona Norte da cidade. Os bandidos levaram 130 celulares.

O juiz determinou que a mensagem seja: “Compareça à delegacia e comprove a aquisição lícita do aparelho mediante apresentação de nota fiscal”.

Pela decisão, se as operadoras não mandarem a mensagem, vão ter que pagar uma multa diária de 10 salários mínimos. A partir de agora, para agilizar esse processo, quem receber a mensagem tem cinco dias para vir aqui até a delegacia para comprovar a procedência do aparelho. Se a pessoa não vier ou não comprovar que o celular foi comprado de forma lícita, pode até responder pelo crime de receptação.

“Não existe como se omitir da identificação que a polícia consegue obter, ou seja, você está usando um aparelho que é produto de crime, nós vamos saber que você está usando, vamos saber quem é você, onde você mora, ou seja, não há como se esconder”, alerta o delegado Marcos Motta.

As operadoras devem também bloquear o IMEI do celular, o que inutiliza o aparelho, se o dono não procurar a polícia. No Rio, o número de roubos de celulares aumentou 62% de janeiro a agosto.

O novo chefe de polícia do Rio diz que a estratégia das mensagens vai fazer, agora, parte do protocolo de investigação desse tipo roubo em todo o estado. “A tendência da perspectiva da apuração criminal há de acompanhar também a perspectiva de evolução tecnológica”, espera Carlos Leba, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Ana Carolina Raimundi

Foto Ilustração: OlharDigital

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